Foi o primeiro fim de semana em casa.
Os irmãos mais velhos estão fora e ficámos os três....assim a ideia era só uma curtirmo-nos uns aos outros! E assim fizemos. + 48 horas a babar.
No meio de tanto babanço, das visitas de alguns amigos e até da primeira saída de gala - fomos os três dar um beijinho ao Tio Luís e à Tia Madalena que se casaram (não conseguimos ir ao copo de água, mas não quisemos perder a missa) - finalmente os primeiros pensamentos mais consolidados sobre esta coisa pequenina agora de carne e osso, com nome, mas também com cara, agora com cheiros, gemidos, choros, gases e uma vida real pela frente.
Ser pai muda...muda porque com o António veio uma plenitude, um preenchimento, difícil de por em palavras, mas que confesso experimento agora pela primeira vez.
Não, não tem a ver com responsabilidade, mudança de vida e de hábitos ou atitudes.
Sei-me hoje sim mais pleno, mais eu, mais Diogo. Parece que preenchi uma parte de mim até agora vazia, mas um vazio que não trazia qualquer dor, pois não sabia, sonhava sequer que esta parte de mim existia. Se não vivesse estes momentos provavelmente nunca a descobriria e como tal não lhe sentiria falta. Mas agora, uma vez descoberta, é impossível voltar atrás. Sabemos que existe e queremos mais. Queremos até ao fim.
Confesso que me sinto como se tivesse entrado para um novo clube: o clube das pessoas mais felizes do mundo, que partilham um segredo que apenas os que são pais conhecem.
Bom segredo este!
Mudar obriga a aprender a viver com uma nova realidade. E essa é a inquietude maior agora.
Não são os choros, as cólicas, as noites mal dormidas, as fraldas que vêm ou não sem cocó, ou se damos ou não aerom quando o António insiste em chorar por meia hora seguida.
A inqueitude maior é aprender a viver com este segredo e vive-lo na integra todos os dias da nossa vida, para que o António o sinta e o respire também todos os dia.
Missão difícil!
beijos de boa noite


Adorei!!!!!
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